O que são contratos futuros? Saiba mais sobre esse derivativo!
 

Os contratos futuros são uma parte essencial da dinâmica do mercado financeiro brasileiro. Em um cenário em que moedas, commodities e juros oscilam com frequência, esse tipo de alternativa ajuda empresas e investidores a lidar com a incerteza. 

Mais do que instrumentos técnicos, esses contratos são parte da rotina de quem busca proteção ou oportunidades em meio às variações de preços. Se você investe, especula ou acompanha o mercado, vale a pena saber mais sobre eles. 

Acompanhe o conteúdo e entenda o que são contratos futuros, como eles funcionam e quais as suas aplicações! 

O que são contratos futuros? 

Os contratos futuros são acordos que permitem aos operadores assumir posições compradas ou vendidas em relação ao preço de um ativo em uma data futura. Esses instrumentos são chamados de derivativos financeiros porque sua cotação deriva de um ativo subjacente. 

Esse tipo de contrato pode envolver commodities, moedas, juros, ações e índices, sendo usado para hedge financeiro (proteção) e para estratégias de especulação.  

Nos contratos negociados na bolsa de valores brasileira, a B3, de forma geral, a liquidação é financeira, sem entrega física do ativo no vencimento. No entanto, alguns contratos podem prever regras diferentes. 

Quem está comprado se beneficia de altas no preço do ativo, enquanto quem está vendido se favorece de quedas.  

É válido ressaltar que os contratos futuros são padronizados e registrados no ambiente da B3. Essas características oferecem mais segurança e transparência às operações com esse derivativo financeiro

Como o mercado futuro funciona, na prática? 

As operações ocorrem por meio de sistemas eletrônicos da bolsa, que registram todas as transações. Cada contrato tem tamanho, data de vencimento e preço padronizados. 

Para operá-los, você deve digitar um ticker — código que identifica o derivativo. O dólar futuro, por exemplo, utiliza o código-base “DOL”, seguido por uma letra e dois números que indicam o mês e o ano de vencimento, respectivamente. 

Para entender melhor, o ticker “DOLX25” representa o contrato de dólar com vencimento em novembro de 2025. Esse formato facilita a identificação de cada contrato e permite acompanhar diferentes vencimentos disponíveis no mercado futuro. 

Observe na tabela a correspondência entre meses e letras nos contratos futuros da B3: 

Uma característica relevante da operação com contratos futuros é o ajuste diário. Todos os dias, a bolsa apura as variações de preço. Quem está do lado vencedor recebe a diferença e quem está do lado perdedor paga. 

Desse modo, ganhos e perdas não são atualizados apenas no vencimento. O resultado acumulado da operação é a soma desses ajustes até o encerramento da posição. 

Para garantir integridade ao sistema, existe a margem de garantia, que funciona como uma caução. Trata-se de uma quantia que pode ser depositada em dinheiro ou disponibilizada via investimentos aceitos pela bolsa. 

Quais as principais aplicações dos contratos futuros? 

Os contratos futuros têm dois usos principais: proteção e especulação, seja na valorização ou queda de um ativo subjacente. 

Saiba mais sobre essas aplicações! 

Proteção (hedge) 

Empresas que lidam com importação, exportação ou produção agrícola costumam usar contratos futuros para se proteger de oscilações de preço. Um exportador, por exemplo, pode se posicionar vendido em dólar para mitigar uma possível queda da moeda. 

Da mesma maneira, uma companhia aérea pode se posicionar comprada em petróleo para reduzir o impacto de uma alta no combustível. Esse tipo de operação é chamado de hedge financeiro e é muito comum em setores que dependem de insumos sensíveis ao câmbio ou às commodities. 

Especulaçã

Participantes que buscam ganhos com oscilações buscam antecipar movimentos de mercado, usando contratos futuros visando lucros. Se acreditam na alta do dólar, esses especuladores podem adotar posição comprada. 

Quando projetam queda na cotação, eles escolhem a posição vendida. Essa é uma prática que exige gestão de risco, sendo mais comumente adotada por quem tem experiência no mercado. 

Quais os contratos mais utilizados na B3? 

Na bolsa de valores brasileira, há diferentes tipos de contratos futuros. Entre eles, estão: 

  • dólar futuro: está entre os mais movimentados do país, usado para proteção cambial e especulação; 
  • Ibovespa futuro: reflete expectativas sobre o desempenho médio das ações brasileiras; 
  • contratos de juros: acompanham projeções do mercado para a taxa de juros; 
  • commodities agrícolas: café, milho, soja e boi gordo estão entre os principais ativos; 
  • ouro e petróleo: buscados, principalmente, para diversificação ou proteção em períodos de incerteza. 

Quais as principais vantagens e riscos dos contratos futuros? 

Entre as principais vantagens dos contratos futuros estão a liquidez e a possibilidade de proteção. Você pode usá-los para montar posições buscando reduzir riscos, ajustar a exposição da sua carteira e diversificá-la em mercados distintos. 

Outro benefício desses acordos é a transparência. Como explicado, todas as operações são registradas pela bolsa, reduzindo a chance de não pagamento. Além disso, como os contratos são padronizados, a entrada e a saída das posições ocorrem de maneira simples. 

Por outro lado, as oscilações de preço podem gerar prejuízos rápidos, especialmente para quem utiliza alavancagem. Esse é um mecanismo no qual se movimentam valores maiores do que o capital aportado. 

Adicionalmente, esse ambiente demanda controle emocional. O mercado futuro é volátil e decisões impulsivas podem aumentar as chances de resultar em perdas. O ideal é ter objetivos claros, estratégias definidas e fazer um acompanhamento regular. 

Com a leitura deste conteúdo, você aprendeu que os contratos futuros podem ser utilizados em diferentes estratégias. Porém, é fundamental avaliar se esse tipo de operação é compatível com seu perfil de risco, seus objetivos e sua tolerância a oscilações. 

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